29 de jul de 2009

Confissões

Os pregos do meu passado,
aqueles que amei,
estão todos cravados em mim,
desde que os pisei.
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Se me deixava ou me fazia apaixonar,
era para sentir-me viva (ou para me queimar).
Incendiava-me em silêncio
esperando ansiosa ouvir o palpitar.
-
Tantas vezes com eles brinquei
ou me fiz brinquedo.
Enganando minh'alma
que não acostuma a solidão
- Existe algum segredo?
-
Esses tempos mastigados,
me engoliram e me vomitaram
e são hoje tudo o que ontem precisei.
Com eles eu não soube amar
e sozinha agora eu sei.

2 comentários:

RedEyesNoName disse...

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Essa melancolia com rimas fica sem ritmo na minha cabeça, pareçe uma pandorga viciante de se ouvir, me da vontade de beber. Um galiotto, quem sabe? Ou apenas uma boa cachaça para parecer um bêbado vagabundo, eles me passam uma mensagem de serenidade.

Rodrigo Nazca disse...

não estás sozinha...