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18 de jan. de 2011

Te enlouqueço

Finjo que te amo somente em alguns dias,
como se não te amasse em todos.

8 de dez. de 2010

"As piores partes de mim, gostam de você"

Que saudade da saudade de te encontrar. De tocar a campainha do teu pensamento, e você vir abrir. E você vir... Você. Nas madrugadas loucas que não nos ligávamos, mas conversávamos por horas, e no outro dia sabíamos que havia sido real. Nas tardes urgentes no centro da cidade, de pegar na mão bem apertado, assim como quem diz "És meu melhor momento, não passe!", de te furar, te marcar, de entrar em ti, de se encontrar nos olhos e depois, ensinar-te o caminho de volta (pro teu mundo). Nos dias de se jogar da ponte, do prédio, do topo da montanha, do topo de si; com você pendurada em mim, sem soltar, sem...
E batia de frente, decidida. Sagitariana que não voltava na ida. Quando devia bater, abraçava suave e deslizava as mãos com uma musicalidade de "Vai passar...". Quando devia gritar, repetia baixinho ao pé do ouvido "Eu te amo, felicidade. Eu te amo.", arrepiando-me todos os pelos, corpo inteiro, arrastando de mim, e focando em si todos os desejos. Quando devia chorar, se ria, gargalhava, fazia graça da nossa desgraça, saia derrubando as pessoas e virando as mesas, me dizia para irmos chutando todas as cabeças, dizia que toda a sua insegurança e inquietação, fazia jus, me condizia. Quando devia me amansar, atiçava com/na inocência, me punha na mão com aquela filosofia justa, me punha na boca e me mergulha naquela saliva pura, se punha em mim e inventava posições para contar historias, estórias e estrelas. Estrelas...
Hoje, eu lembrei da nossa primeira conversa, da primeira briga, do primeiro beijo e da primeira (nossa)reza. Só hoje, eu pensei na remota possibilidade de nos encontrarmos na rua, e eu enfiar minha mão na sua cara com toda a raiva que eu não consigo ter, não tenho. E depois, nos afastarmos, caminharmos em direção...
- Oi!?
- Oi, Lilla! A quanto tempo... (Com aquele sorriso branco e cretino)
- Me abraça... e, forte.
- Eu sabia! que você precisava de um abraço meu. ( Com aqueles braços de corrente macia, me tranca)
E rir, rir e rir. Morrer de rir e de se bater e de se xingar. Ressuscitar para rir. Rir de nós, da irônia, dos signos e da porra da psicologia. E ir...
Ir somente para ida. Sem volta. Sem fim. Sem saída. Parar alí. Parar no tempo. Parar naquela hora, no nosso maldito tempo. Respirar o sentir, expirar o drama. Pagar de retrógrada atriz, beber o veneno e enfiar a estaca. Nos crucificar no erro.
...
...
1...

2...

3...

Respira, expira.
Respira, aaaah...
Expira. ...

SEGUE!
-
9 de dezembro de 2010

Felicidade,

Fica no teu canto, no teu mundo, na tua transtornada adolescência. Fica!... ?
Fica longe. Longe do nosso passado. Longe, longe de um possível futuro. Fique longe de um possível sentir... sentimento... sentes, aí? Não sinta!

Com relutância, Nuncamaisfelicidade.

-
Vai passar!
Vai passar! ...

Vai...
!

A saudade bate, e eu apanho.

20 de nov. de 2010

Olhos fechados, nenhum sono, antes dele...

(Nas madrugadas) L E I O




"Linda de renda preta, esta noite."

3 de set. de 2010

EGO

Posso não ser do jeito devido, mas sou , e você gosta e ainda admite que gosta.

Sou a dor da verdade, pois eu nunca, nunca minto! Sou a canalha que sobrevive do amor alheio, e do sexo deles. Sou a dissimulada que jamais diz sim, nem não; Só olhares, sorrisos e metáforas. Sou a poeta que não bebe do pecado do romantismo; Só a excitante voz das palavras seguras, amargas e luxuriosas. Sou a simpatia que mais antipatia exala. Sou imediata; Quando passo, me segure, ou me chore. Sou a miss indignação. Sou a anestesia; Não entristeço, pois sou a tristeza em vida-a-vida. Sou a corda bamba... O equilíbrio da liberdade que em mim, forma uma atmosfera de essência selvagem audaciosa, insenta de adestração. [ mas é você quem rosna]

EGO

Posso ser breve, porém...
sou astutamente infinita.

19 de jul. de 2010

Agora

Eu moro somente em mim.

12 de jul. de 2010

Quase nunca precisei mentir

Uma hora irrevogavelmente qualquer, a quaisquer suados minutos de vai e vem de mim dentro de ti...
Eu poderia amar, sentir, socar e rasgar a sua boceta, fumar um cigarro e depois dormir gozadamente leve sobre os lençóis sujos com teu sangue. E eu poderia caçar, prender, comer e defecar o seu coração, tomar meio litro de cana, vomitar umas palavras no papel e depois rolar inescrupulosamente sobre a minha merda.

16 de mai. de 2010

Nelas

Causo o impacto das flores
Trago cores
Injeto dores

4 de abr. de 2010

Meus líquidos são sólidos, são tão sólidos quanto as correntes.

Piguem suas gotas
Pigue suas gotas de amor em mim
Pigue-se em minhas águas
Ingênuo, se deixe escorrer, derramar e levar.
Esgote suas gotas em mim que meu oceano é absoluto hedonismo, é heterogênio
e suas gotas de amor ...

Gotas de amor não vão me penetrar.

28 de mar. de 2010

Estou mesmo aliviada

Por não estar apaixonada (tão).

[e esse alívio peeesa...]

9 de mar. de 2010

AOS NOSSOS FILHOS

A Gripe suína, canina, alienígena. Peste branca, negra, colorida, o caos sexual, opções perseguidas, cirurgiadas, abolidas. Dependência ao falso, ao baixo, a poluição, a mídia. Tecnologia possessiva, marionetes da América, mãos ao alto, anti-protestos, gangs de grife e assalto ao drive-tour. Fazer tudo que o mestre mandar? Narcóticos, entorpecentes, alucinógenos e estimulantes. Modificação química, portuguesa, filosófica e ideológica. Overdose! Extasiada cegueira e incorporação, pus na língua e na retina. Body modification, aço, ferro, pinos, suspensão, agulhas, tinta, bisturi, sangue, escarnificação, vício, exibicionismo, marcação e adoração. Anorexia, epilepsia, ossos de vidro, hemorragia e coagulação, rastejando nos limites do corpo, fashionismo réptil, danças da figas, equilíbrio da audição, revolução musical, notas explosivas, indutivas, suicidas. Orientação individualista! Queima, rasga, come e vomita os livros, politicagem emagrecida, partido bulêmico narcisista. Profissionalismo animal, subordinação, criatura e domador, cordas, chicotes, focinheira, opressão sadista, nariz de palhaço, boneca inflável, pênis que alarga e estica, homicídio, estupro, trituração de regras, sequestro a razão, irracionais sensacionais! Fazer tudo que o mestre mandar? Passeata dos fígados, pulmões, enjaulados corações, escarros de bondade, garras inerentes, rasgo nos pulsos e nos tendões. Frigidez, bipolaridade, esquizofrenia, downs, autistas, paraplegia, anomalia, esquartejamento, psicopatas, serial killers e advogados. "Hey Nietzsche, solução?" Furadeiras, pinças, flúor, amarelo hospitalar, mostrar os dentes, "Mostre os dentes!", sorrir, gargalhar, masturbar, gozar e ajoelhar. Fazer tudo que o mestre mandar!

1 de mar. de 2010

Após o Adeus

Queima-se a história e...

(ou)
vira-se cinzas com ela.

4 de jan. de 2010

Ontem...


Ontem eu era um peso vivo
Língua navalha
Coração gelo
Sonhos vidro

Ontem eu era o indivíduo
A ovelha negra
A escória
O fedido

Vômito da ceia de natal
Ferrugem dos sorrisos matinais
Quem não cala e grita, diz, faz e complica
Equivocado transtorno do real

Não pague as promessas, nem se engane ou alivie
Pois ontem eu era o que hoje sou.

30 de dez. de 2009

Bem ou mal aventurados os que amam demais? Ou... os que me amam.


Faz tanto tempo que não venho me confessar, vez por outra escrevo aqui duas ou três linhas de algo que esteja me perturbando, grudado em mim, mas... enfim!, talvez eu estivesse me guardando ou aguardando um raciocínio novo sobre essas grades de mim e ele chegou! Na verdade, boa parte dele foi me atirado à cara, como um caminhão, que passa acelerado em um dia chuvoso e joga toda a lama do asfalto em você (Haha! Essa metáfora foi mesmo engraçada e eu nem a fiz de propósito, mas muitos não irão entender). Ok, admito que a lama toda é minha, mas e daí? Eu nunca disse que não era...
Ah, pobrezinhos dos outros pedestres que sujaram-se nessa lama. Coitadinhos... São todos eles tão infelizes devido a toda sujeira e atraso que causei em suas vidas, ?! É? É UM CARALHO! Todos eles molhadinhos, lambuzaram-se com sorriso na cara na minha lama. Rolaram prazerosamente, gozaram, beberam, cuspiram e cospem onde comeram. E o que eu faço? Bem, eu só não resisto a olhos, curvas, ossos, letras, sintonias... Bem, eu não resisto aos que me querem parecer irresistíveis. Seres humanos são tão apetitosos... - A culpa é minha? Talvez até seja, mas e daí?
Com aquele sorrisinho no canto da boca digo "Eu não sirvo!" e ainda assim vocês vão me perdoar?! Pois nunca neguei ser uma canalha sadista de coração miúdo (ou enorme, depende... Qual o tamanho do coração dos que amam demais?). Se eu nunca quis mudar? Creio que não, nem sei se é por me orgulhar de todos os porquinhos que por minha lama passaram ou se por não saber como mudar. É que me divirto muito e sofro pouco, isso não estimula mudanças, concordam? Ei, com isso vocês tem que concordar! Então, que mudem os outros! Que eles mudem ou se mudem de mim. As grades eu ponho em mim e não nos outros.

22 de dez. de 2009

Sem dor

.............

é morte!

30 de nov. de 2009

Ontem, às 01:27 hrs

... Me faltou ar, e foi mesmo terrível tentar respirar em todas as lembraças à procura de justificantes positividades para tudo aquilo. É! Desde da madrugada passei a chamar 'aquilo', nem mesmo sei como definir... é estranho chamar assim, mas a estranhesa é o menor dos zumbidos que estive ouvindo.

De fato, acho que todos fomos prazerosamente relapsos com nós mesmos, agimos inconsequentemente usando uns aos outros tentando preencher nossos vazios, curar nossos traumas, amenizar nossa pesada, sarcástica, sadista e infinita solidão.
Ontem, ás 01:27 hrs, eu sufoquei.

25 de nov. de 2009

(Hoje eu não quero ser cuspida)

24 de nov. de 2009

É só um escuro retrovisor


Tudo é sobre uma verdade pouco comentada, algo de mim que prefiro não conhecer. De fato, não entendo. Não sei a quem culpar, mas deve haver um réu, sei que há, sempre há! Hoje, junto com os ontens recentes, o passado regressa feito bolha de ar trazendo todos os que deixei, sufocados tentando me estourar. Afiada é minha máscara e foge de mim meu coração. Por que tentaria livrar-me, é tão inevitável. Amar... São lençóis expostos atrás do alvo; Atira-se - mancha-se. Quem se importa? Quem me empata? Vai chegando, chegando aos poucos, chegando, chegando, chegando, até que seja preciso obrigar-me a rir pra disfarçar a desgraça, para mentir a tragédia. Alastrasse por mim, aumenta até não caber mais, até tornar-se largo, profundo e cheio demais pros olhos, ouvidos e paladar... o gosto de felicidade perfeita que não me deixa doer, toda a grandeza insaciável - É como camuflar-me, não ser eu, deixar-me levar. E transborda, todas as razões afogam-se. Grita-me amor! Me bate na cara e me chora pra ficar. Tão depressa já vai diminuindo, diminuindo aos montes, diminuindo, diminuindo e eu já fui quando fechou os olhos e eu vou indo... Argumento angustiada, perturbada e tremendo no papel. Estendo a mão - Vem que eu vou maltratar-te com dias e noites de sorrisos, janelas e milhares de andares. Vem que eu te quero com tudo que posso, com tudo que tenho. Te quero até me quereres mais.

21 de out. de 2009

Havia um silêncio...

Nela...
Ventos encaixavam-se na partitura da música cavada que balançava seus jardins de árvores magras, secas e folhas caídas que faziam pliê e flores que despetalavam em bem-me-quer, mal-me-quer e o céu acinzentava de nuvens escuras e carregadas que choviam palavrinhas aguadas pra serem lidas e nunca, nunca mesmo ditas ou reveladas. Tudo isso gracioso, ágil, convicto e instantâneo como o bater de asas de uma borboleta capturada. Disses me disse, promessas, quereres inúteis e insaciáveis perseguições de pele. Comprimentos mortais, despedida de toda vida, vem e vai, denserola e enrola meu novelo. Passado o passado de dias quentes e noites enloquentes; Suas e minhas cores, cabeça esquecida, olhos no corpo, pêlo com pêlo, seio com seio, língua geográfica acompanhada de palavras gastas, trapos da fala usado tantas vezes que não minhas, sua coxa na minha que ia e vinha, desenrola e enrola meu novelo com as mãos tremulas e tensas. Tudo isso gracioso, ágil, convicto e instantâneo como o bater de asas de uma borboleta capturada.

27 de set. de 2009

Com quantas mortes


se constrói uma vida viva?