8 de dez de 2010

"As piores partes de mim, gostam de você"

Que saudade da saudade de te encontrar. De tocar a campainha do teu pensamento, e você vir abrir. E você vir... Você. Nas madrugadas loucas que não nos ligávamos, mas conversávamos por horas, e no outro dia sabíamos que havia sido real. Nas tardes urgentes no centro da cidade, de pegar na mão bem apertado, assim como quem diz "És meu melhor momento, não passe!", de te furar, te marcar, de entrar em ti, de se encontrar nos olhos e depois, ensinar-te o caminho de volta (pro teu mundo). Nos dias de se jogar da ponte, do prédio, do topo da montanha, do topo de si; com você pendurada em mim, sem soltar, sem...
E batia de frente, decidida. Sagitariana que não voltava na ida. Quando devia bater, abraçava suave e deslizava as mãos com uma musicalidade de "Vai passar...". Quando devia gritar, repetia baixinho ao pé do ouvido "Eu te amo, felicidade. Eu te amo.", arrepiando-me todos os pelos, corpo inteiro, arrastando de mim, e focando em si todos os desejos. Quando devia chorar, se ria, gargalhava, fazia graça da nossa desgraça, saia derrubando as pessoas e virando as mesas, me dizia para irmos chutando todas as cabeças, dizia que toda a sua insegurança e inquietação, fazia jus, me condizia. Quando devia me amansar, atiçava com/na inocência, me punha na mão com aquela filosofia justa, me punha na boca e me mergulha naquela saliva pura, se punha em mim e inventava posições para contar historias, estórias e estrelas. Estrelas...
Hoje, eu lembrei da nossa primeira conversa, da primeira briga, do primeiro beijo e da primeira (nossa)reza. Só hoje, eu pensei na remota possibilidade de nos encontrarmos na rua, e eu enfiar minha mão na sua cara com toda a raiva que eu não consigo ter, não tenho. E depois, nos afastarmos, caminharmos em direção...
- Oi!?
- Oi, Lilla! A quanto tempo... (Com aquele sorriso branco e cretino)
- Me abraça... e, forte.
- Eu sabia! que você precisava de um abraço meu. ( Com aqueles braços de corrente macia, me tranca)
E rir, rir e rir. Morrer de rir e de se bater e de se xingar. Ressuscitar para rir. Rir de nós, da irônia, dos signos e da porra da psicologia. E ir...
Ir somente para ida. Sem volta. Sem fim. Sem saída. Parar alí. Parar no tempo. Parar naquela hora, no nosso maldito tempo. Respirar o sentir, expirar o drama. Pagar de retrógrada atriz, beber o veneno e enfiar a estaca. Nos crucificar no erro.
...
...
1...

2...

3...

Respira, expira.
Respira, aaaah...
Expira. ...

SEGUE!
-
9 de dezembro de 2010

Felicidade,

Fica no teu canto, no teu mundo, na tua transtornada adolescência. Fica!... ?
Fica longe. Longe do nosso passado. Longe, longe de um possível futuro. Fique longe de um possível sentir... sentimento... sentes, aí? Não sinta!

Com relutância, Nuncamaisfelicidade.

-
Vai passar!
Vai passar! ...

Vai...
!

A saudade bate, e eu apanho.

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