17 de nov de 2009

Passa(do) vil.


... Passava horas ensaiando perguntas e rebates pra as possíveis resposta, silêncios e expressões. HORAS digitando no word palavras presas que jamais seram lidas que não por ela mesma. Aconteciam os repentes do jato vívido e sombrio da aflição (aparentemente sem causa), mas não era infelicidade o quela sentia, não poderia ser já que escandalosamente mostrava os dentre para qualquer qualquer e se alegrava até com o saco plástico que voava serelepe na calçada entediante do supermercado barulhento. Aaaah, não era infelicidade! Infelicidade é algo que se bebe no seco e desce em resistência, rasgando, amargando, provocando caretas e espremendo as pálpebras. Infelicidade são as gaiolas, as distâncias, as cinzas... Infelicidade são as cartas que são símbolos de distância, cinzas do passado, gaiolas do tempo perdido. Senti algo bastante diferente, algo quase psicopata talvez (Risos!), que embrulhava o estômago, fazia saudades e renunciava a saudalos, fazia amor e castigava por amar. Contradições assim que a enlaçavam com fitas harmoniosamente enlouquentes e um gosto vil de aperta-las e deixar-se sufocar. Era algo com muito de possessão, algo como querer que todas as estrelas cadentes fossem vistas por você, que todos os trevos de quatro folhas entrassem por sua janela, que todos os raios te atinjam e forma de flores que vão perfumar e colorir todos os seus dias em todas as suas vidas. Algo como a loucura, alegar que o mundo passou a ser mundo a partir de uma explosão triangular. Algo como a maladragem, saber negar, disfarçar, oprimir, subtender os ensaios, repentes, pseudo-definições, dentes escandalosos, prisões, contradições, fitas, possessão, loucura e a própria maladragem.

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