14 de jul de 2010

Não é um conto qualquer!


Eu quis estar bem perto, sorrir com as nuvens, brincar com tempo, lamber-te as feridas, ajudar-te a levantar, xingar a porra do seu destino e me esparramar nele para despretenciosamente te felicitar, eu quis muito. Eu quis!
Eu quis te convencer, fazer-me não valer a pena, cravar rancores, te dar estradas contrárias as minhas, gritar o que sou, sangrar e sagrando-lhe ensianar a degustar os mais crueis "Nãos", escorpianamente eu quis!
Eu quis não fujir, aceitei as torradas, as fotos, as cartas. Briquei de dar as mãos, dar abraços, dar verdades. Inconsientemente deixei que algo grande fosse embora para perto de ti, para sorrir abasbacada ao receber um telefonema seu, gritar em gozo de alegria pelas cócegas nos joelhos, beber cana com pipoca e me sentir no paraíso, parar o tempo alí, em nós para sempre, eu quis. sorrindo de medo, eu quis!
Eu quis que teus planos fossem falsos, corri, me escondi e fui indiferente. Busquei te preencher dentro de mim e me frustei. Eu quis que essa falta fosse falsa, eu quis! Tentei fodidamente lutar contra ela, mas cai, cai diversas vezes no silêncio, na ignorância, no ódio, no fundo do mar, para depois voltar, e quase no último momento, dentro de um banheiro, sem que soasse nenhuma palavra, eu disse, disse aquelas coisas todas que eu escondi. Não havia sol em meus olhos, estava tudo escuro mas claro o bastante que pra que você pudesse entender, e entendeu! "Eu te amo!" "Eu também" e então fios amargos da angustia da partida, uniram de um modo cheio, doce e sadista, os nossos lábios. E então, as surreais e fies fitas que nos rodeiam, uniram-se e enlaçaram-se forte, alí, naquele momento, que nos ligará por vidas.

Imagine que hoje o sol brilha gigante em saudades e projeta seus raios diretamente em minhas córneas, fazendo de meus olhos mel, que derretem e escorrem pelas extremidades devido lágrimas de vontades reprimidas de você.

2 comentários:

Nikku disse...

Deixe as abelhas virem...


deixe.

M. disse...

Eu amo, eu amo seus olhos num fim de tarde. E eu te amo dentro deles (...) Não tem fim.