18 de jan. de 2011

MULHERES

Já tive mulheres
De todas as cores
De várias idades
De muitos amores
Com Vanessa até certo tempo fiquei
Prá Suêrda apenas um pouco me dei...
Já tive mulheres
Do tipo Camila
Do tipo Isabelle
Do tipo Varela
Fulana
Mylena
Bruna
Denise
Já tive Aureni
E até ...
Mulher Priscylla
E Anita
Mulher Laianne
De Amanda e de Clarissa
Mas nenhuma delas
Me fez tão feliz
Como Ina me faz...
Procurei
Em todas as mulheres
A felicidade
Mas eu não encontrei
e fiquei na vontade
Foi começando bem
Mas tudo teve um fim...
Ina é
A desrazão da minha vida
A minha hilaridade
Ina não é mentira
É a instigante verdade
É tudo o que um dia eu tentei fugir...

8 de dez. de 2010

Um garfo se mecheu sozinho

- E aí?
- O que ?
- Qualquer coisa.
- Tudo o que transborda e corta.
- E enche e fere.
- De quando em vez, muda de cor.
- Vamos?
- Mudar de cor ?
- Colorir...
Os olhos que escondem inatingíveis confissões
em preto e branco, em contradição.
Pelo aveso de mim
Procurando a si, alí...
Procurando a ti, aqui.
Espalhava-se.
Revelava-se.
Contraia-se, dolorindo os olhos que batiam.
Doloria-se, reprimindo a alma que fazia calar.
Engolindo cada verso derretido;
Digerindo e digerindo...
Cuspindo para dentro, por fim.
Para enfim, botar o dedo na garganta e vomitar verdades mofadas,
podres, sobre ti.
Com a boca aberta e as cordas vocais murchas, prontas.
E berrava com seu maior silêncio.
Depois, chorava prantos de felicidade.
Que por fim, meus amigos, felicidade encolhe de tando doer.
E aí, a dor explode de tanto crescer.
Pedaços de mim, de você...
Espalhados no teto do meu você,
do seu eu!
Me pulsa em tuas veias.
Me respira em teu ar.
Me expulsa em tuas lágrimas.
Me flutuas em pleno mar.
Me deseja à todo desejo e me delira por entre as pernas.
Encaixando os dedos na carne;
Pele com pele que amacia e arde.
Pergunto-me entre gemidos "Será tarde?"
Respondo dentro de ti " Amarra em nós o tempo, não deixe que ele escape."
Amarra os fios de teus cabelos por entre meus dedos,
que puxam com o punho armado em amor.
Enlaça as nossas línguas que se tateiam e suga pela saliva esse tal amor.
Leva contigo, debaixo de tuas unhas, migalhas do que restou de mim,
e me deixes sangrando o sorriso...
E faço, faço, faço isso para provar que vivo, que sinto.
Respiro pelos olhos.
Teus olhos (Tão meus).
Meus olhos, tão seus.
E faiscam as pupilas
do que nasce em mim, e se põe em ti.
- Isso existe?
- A gente existe?
- Moro em nós, mas nos desacredito
- Quem criou?
- Inventamos alguma coisa?
- A gente inventa de modo que pareça relapso...
- A gente
Cria.
- Agente termina com o inicio...





- E ai ?

"As piores partes de mim, gostam de você"

Que saudade da saudade de te encontrar. De tocar a campainha do teu pensamento, e você vir abrir. E você vir... Você. Nas madrugadas loucas que não nos ligávamos, mas conversávamos por horas, e no outro dia sabíamos que havia sido real. Nas tardes urgentes no centro da cidade, de pegar na mão bem apertado, assim como quem diz "És meu melhor momento, não passe!", de te furar, te marcar, de entrar em ti, de se encontrar nos olhos e depois, ensinar-te o caminho de volta (pro teu mundo). Nos dias de se jogar da ponte, do prédio, do topo da montanha, do topo de si; com você pendurada em mim, sem soltar, sem...
E batia de frente, decidida. Sagitariana que não voltava na ida. Quando devia bater, abraçava suave e deslizava as mãos com uma musicalidade de "Vai passar...". Quando devia gritar, repetia baixinho ao pé do ouvido "Eu te amo, felicidade. Eu te amo.", arrepiando-me todos os pelos, corpo inteiro, arrastando de mim, e focando em si todos os desejos. Quando devia chorar, se ria, gargalhava, fazia graça da nossa desgraça, saia derrubando as pessoas e virando as mesas, me dizia para irmos chutando todas as cabeças, dizia que toda a sua insegurança e inquietação, fazia jus, me condizia. Quando devia me amansar, atiçava com/na inocência, me punha na mão com aquela filosofia justa, me punha na boca e me mergulha naquela saliva pura, se punha em mim e inventava posições para contar historias, estórias e estrelas. Estrelas...
Hoje, eu lembrei da nossa primeira conversa, da primeira briga, do primeiro beijo e da primeira (nossa)reza. Só hoje, eu pensei na remota possibilidade de nos encontrarmos na rua, e eu enfiar minha mão na sua cara com toda a raiva que eu não consigo ter, não tenho. E depois, nos afastarmos, caminharmos em direção...
- Oi!?
- Oi, Lilla! A quanto tempo... (Com aquele sorriso branco e cretino)
- Me abraça... e, forte.
- Eu sabia! que você precisava de um abraço meu. ( Com aqueles braços de corrente macia, me tranca)
E rir, rir e rir. Morrer de rir e de se bater e de se xingar. Ressuscitar para rir. Rir de nós, da irônia, dos signos e da porra da psicologia. E ir...
Ir somente para ida. Sem volta. Sem fim. Sem saída. Parar alí. Parar no tempo. Parar naquela hora, no nosso maldito tempo. Respirar o sentir, expirar o drama. Pagar de retrógrada atriz, beber o veneno e enfiar a estaca. Nos crucificar no erro.
...
...
1...

2...

3...

Respira, expira.
Respira, aaaah...
Expira. ...

SEGUE!
-
9 de dezembro de 2010

Felicidade,

Fica no teu canto, no teu mundo, na tua transtornada adolescência. Fica!... ?
Fica longe. Longe do nosso passado. Longe, longe de um possível futuro. Fique longe de um possível sentir... sentimento... sentes, aí? Não sinta!

Com relutância, Nuncamaisfelicidade.

-
Vai passar!
Vai passar! ...

Vai...
!

A saudade bate, e eu apanho.
Se correr, meus olhos seguem. Se ficar, meus olhos comem.

4 de dez. de 2010

Quero estar com você, sentindo o cheiro, querendo tocar nas mãos, na pernas, na alma. Quero estar bem perto, assim, daquele nosso jeito que parece que não estamos, mas sentimos. Quero as lições de casa, as lições de vida, os pedidos, os testes e todo o seu ar de profissionalismo. Quero ter certeza que você está pensando o mesmo que eu, querendo o mesmo que eu, e mesmo assim me acabar nas dúvidas. Quero a inocência da historinha do Canguru Peleco, dos cafunés, de roubar os lençóis, dos pés enganchados. Quero o café da manhã na casa da avó mais desejável do meu mundo, com sua leveza e sensualidade ao cozinhar. Quero saber miar, ajudar a cuidar dos animais, das plantas e caminhar no sol escaldante, até o supermercado. Quero os policiamentos de olhares, os impulsos, os silêncios. Quero todos os tudos e os também os nadas. Quero que você queira, e que eu saiba.

20 de nov. de 2010

Olhos fechados, nenhum sono, antes dele...

(Nas madrugadas) L E I O




"Linda de renda preta, esta noite."

21 de out. de 2010

Para dentro, para dentro...

E quando eu estourar...

serão pedaços seus.